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a part of the cure or a part of the disease? [entries|friends|calendar]
marcador de horas

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sendo as palavras dele... [24 Dec 2008|11:16pm]
"...é certo, se isso lhe serve de consolação, que se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as consequencias dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar. Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-los, para congratular-nos, ou pedir perdão, aliás, há quem diga que isso é que é a imortalidade que tanto se fala..." pg84

de ensaio sobre a cegueira
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Meus dias de meia-noite [23 Dec 2008|12:33am]
E tanta coisa além disso que se fosse pra contar.
Olho no relógio e tenho a exatidão do tempo, tão inexata que só ela:
" Meia-noite" e seus quebrados.
Meia-noite em mim, só metade.
Meias verdades, meias mentiras.

Era Oswaldo que separava, "Metade de mim, a outra também"
E um reflexo meu tão turvo sem espelho e com o outro lado mais ainda...

Eu que tão sozinha e cheia de acompanhantes, vou seguindo essa meia-noite pela metade.
Tão inexplicavelmente completa, que só ela.
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[18 Oct 2008|12:14am]
Começo esse post ao som de Alan Jackson, um country de leve daquele tipo que você já ouviu em algum lugar mas que nunca parou para prestar muita atenção, até que um dia, você está no carro do seu amigo e ele começa a cantar loucamente, ou melhor, calmamente (porque não dá pra cantar loucamente esse tipo de som), e então eu pergunto a respeito. E agora estou eu, aqui mas com a sensação de estar num rancho no fim de tarde, com rede na varanda, amigos e o tempo passando devagar.
E o tempo passando devagar...coisa que não aconteceu, pelo menos não por essas últimas semanas e vejo que, talvez seja porque é como dizem que depois que você chega na adolescência o tempo acelera. Mas acredito que, o tempo nunca parou pra mim, não mesmo. Mas tento viver sempre pra dizer que estou aproveitando o melhor de cada instante, ou pelo menos não o desperdiçando (embora as vezes seja impossível)
Eu de sol em sol, animada não sei porquê, triste sabe se lá e nos meus picos habituais.

Agora me sinto bem, só por me sentir mesmo
só pra ser contrário ao fato de qualquer outra coisa.

Mas recomendo mesmo Alan Jackson, pras tardes na varanda; Suede, pras noites de tédio nostalgicas; Simple Plain, pra revolta apaixonatônica adolescente, The Beatlles, pras sensações inglesas, Nando Reis para aventuras de última hora e Tribalistas, pra cantar junto!
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me procura no silêncio... [13 Oct 2008|06:32pm]
e era tanta coisa...

num eterno nada.
o que você tem?
nada
o que você tem?
nada.

=/
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[11 Oct 2008|05:32pm]
algumas filosofias semanais...


se eu sou paga pra trabalhar por 8 horas diárias e eu trabalho 10 sem ganhar nada a mais por isso, eu estou prostituindo meu trabalho, certo? não quero fazer promoção da minha vida todo dia, obrigada.
mas tem coisas que, por razão uma ou outra, acabam não condizendo com sua realidade e você acaba tomando posturas que não gosta em busca de conseguir atingir seus objetivos.
me lembrei de uma das frases que eu gosto de 'blecaute': "o tempo não precisa ser medido"
acrescentaria: o tempo não precisa ser medido, precisa ser vivido, aproveitado...

e por isso que, nessa semana cheia de motivos pra não viver, apenas existir, eu tentei manter um bom humor (as vezes foi impossível), pelo menos tive boa compania, né? =)


não falando de outra coisa que na verdade é a mesma, sendo ambas minha vida, as vezes tenho a impressão de que, quando olho certas fotos e determinados rostos , já conheço o meu futuro, tão claro como incerto, mas eu já tenho algumas certezas. não sei se isso é bom ou ruim, não sei nem mesmo se é verdade, mas enfim...

sonhei que perguntavam quantos anos tinha eu, dizia 19, depois eu pensava e dizia 21, que é minha idade.
e o tempo (o que não se mede) passa voando (como latecoere).
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Vamos pra avenida desfilar a vida... [05 Oct 2008|11:12pm]
Fato esse que eu sou um absurdo e essa é a terceira vez que eu estou tentando postar alguma coisa aqui e estou ouvindo Carnavália muito feliz, adoro os tons dessa música, me anima muito.
Terceira vez essa porque sou absurdo, além de repetição e vê que quando quero dizer muito sobre alguma coisa e não posso porque ao mesmo tempo acho que não quero, fico tentando dizer qualquer outra coisa que vá esconder a lacuna, mas eu nunca fui boa em esconderijos.
E de fato, esse meu postar não passa mesmo do preenchimento da lacuna, por eu não estar dizendo, mesmo pensando e como diria os hermanos, que não dizer já é pensar, então eu digo que penso (eu não tô fazendo nada, você também)  eu escrevendo e você me lendo, ao mesmo tempo! Sendo tempos diferentes, um grande absurdo. Carnavália de novo..
Mas já te passou eu querer dizer não dizendo? E assim tudo fica um incomodo, que coisa.. na verdade isso me acontece frequentemente, eu sou uma menina cheia de complexo e cheia de dizeres, adoro falar, mas as vezes falo demais.

Acho.
Vou ouvir Victor e Leo, sim, Victor e Leo.
Ando com meus gostos bem estranho e populares, mas faz bem pra minha profissão (?)

Às vezes me desencontro, afinal de contas...
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Será que você vai saber o quanto penso em você? [01 Oct 2008|11:20pm]
Uma sala branca, vazia.
As mãos no quinto azulejo de cima.
Branquissímo.
Branquissíma.
Ali tudo é branco, seus pensamentos que não.

Dá pra ouvir um som e identificá-lo, mesmo distante.
E a música influencia como e mais que tudo.
Coisas que não faria, se o silêncio estivesse.
Mas ela ouve e, ouvindo, ela age, ela se parte, ela se trai.
Ouvindo ela comunica, quebra o mistério e assim ela é fraca.

Seu mundo é um fragmento.
Seus problemas são a fome das 3 da tarde e o dia que não sorri.
Tudo é eternamente insignificante.
Seu coração é um estranho que não prima o sentimento, é quem desconhece a alma.
Talvez ela não saiba, ou saiba, ou ache que saiba, dos porquês das companias e o porquê das faltas.
Talvez ela quem sabe, mas não se sinta.
Se sente como ela, paredes brancas, azulejo branquissímo.
E o vazio.
Que é negro.

Mas já conheço essa história (que é outra)
seu final não é feliz.

E qual história? Qual não é...
Tudo sou eu, tudo é meu caminho
E eu sou, definitivamente, uma eterna repetição.
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eu tenho medo de mim [29 Sep 2008|12:27am]
são paulo me faz pensar, muito.
é íncrivel o que que pisar no tietê faz comigo, talvez pelas muitas lembranças.
são fantasmas não são? percorrendo cada corredor, cada ponto..a cada risco que corro.
é quase uma nitidez ver alguém me esperando no portão de desembarque, ver outro alguém no balcão de informações perguntando do meu ônibus, inevitável lembrar da escada-rolante de lá, daquele ponto perto do guichê da passáro marron ou no exato pedacinho, após a catraca, do metrô sentido jabaquara. o canto do embarque, os bancos de espera, a livraria que tem na esquina antes do corredor do metrô, à espera numa mochila, o relógio gigante, a propaganda da viação cometa, a plataforma 36, tabacaria, metrô pro tucuruvi, essa rodoviária tem tanta história em mim. tem tanta gente em mim que chego a me apavorar.
ficou por ali um vestígio desses anos todos (e de outros além), do tempo corrido, dos amores vividos, das amizades feitas.

mas são paulo me faz pensar tanto que eram outras minhas palavras, eram tantas.
aliás, bem lembrei, que essas que não disse, eu pensei antes do tiête, era um texto (mais um mal escrito) sobre o como acredito que cometemos muitos erros, eu e você, a gente se estragou... é uma pena. fico triste de uma tristeza que é eterna, mas sempre enfio um sorriso por cima.
falando assim pareceu meio dementemente depressivo mas nem, é mais um conformismo amargurado.

vai saber...
mas me portei muito bem na sua ausência
juro!
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Há metafísica bastante em não pensar em nada. [21 Sep 2008|01:00am]
quem saberá, mais do que eu, da minha própria existência?
e mesmo assim me desconheço...

estranha essa vida
vim embora pensando nas psicolo-socio-filosofias da vida e, assim como elas, não cheguei a conclusões concretas, definindo como concreto como algo que se prove...mas pensando que, até mesmo o que há de ser mais concreto.. vai me acabar num mistério.
e mesmo sabendo que eu um dia morrerei, porque pára de funcionar meu corpo (e minha alma, sabe-se-lá se existe, sabe-se-lá pra onde vai), mas porquê morro? porquê vivo? porquê acho comum entrar numa caixa de metal e ir de um patamar de um prédio para outro mas acho tão estranho se essa mesma caixa me teletransportasse...seria ir tão longe?

e aquela velha história, tão apavorante, que a gente ignora:
se tudo surge de alguma coisa, como é que tudo que se chama existência surgiu um dia do nada? como surgiu a primeira 'coisa' se não de coisa nenhuma?


mas, afinal de contas, vai me dizer o pessoa:
"o único sentido íntimo das cousas
é elas não terem sentido íntimo nenhum"
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mesma rotina ( que nesse ela cabem tantas outras) [17 Sep 2008|01:07am]
meus olhos fixos na letra de um livro, o vento se movimenta. percebo alguém ao meu lado, ela de novo.
inquieta com meu virar de cabeça automático, ela improvisa um "licença", senta-se.
sentamo-nos, continuo lendo, ela liga o mp3.
o ônibus começa a seguir seu destino, assim como nós, habitualmente, e eu pensando na dificuldade dela de não acabar com a vista no meu livro, de curiosidade (faço muito isso, acho que todo mundo poderia ser assim), mas não percebo nada, ela no seu som, eu na minha leitura.
nossos ombros roçam-se de novo. (eu vou casar com os ombros dela!) mas ela parece ser séria demais, seus lábios são finos, compridos.
penso nela lendo tudo que escrevo agora, seria espanto? tanto reparo?! mas reparo em tanta gente, se eu fosse escrever... (posso fazer uma série depois, quem sabe, sobre o cotidiano de pessoas no ônibus, meus amigos de mesma-rotina)
continuo lendo, mas com o pensamento do lado. e ela ouvindo, com o pensamento sei lá onde.
seu tênis hoje é nike, as vezes ela usa aquelas botas que meio que já sairam de moda, ela nunca usou all star (não que eu tenha visto), acho triste.
o livro estava interessante, devo admitir, fez com que o tempo passasse rápido e logo o ônibus desacelerar e parar.
ainda tive o tempo de reparar no seu relógio, ela olhou as horas, era preto, esporte, e uma fina linha rosa. sua calça de marca, jeans, detalhe verde limão e o piecing discreto no nariz.
nosso ombros pela última vez, ela pára em minha frente, levanta e espera pra sair enquanto eu penso: será que ela será compania pra tantas indas e vindas e nunca diremo-nos 'olá'? não sei. talvez não. faz parte do filme da vida, alguns são só coadjuvantes.
então a vejo saindo de relance, que ela tenha uma boa noite, que eu tenha também, que ela tenha esses olhos sempre misteriosos, sempre verdes.

não se trata de platonismo, nem de obsessão...
julgo apenas observação e relato de pensamentos.

sinto pela falta de escrever aqui mais vezes, maldito marcador de horas!!
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nada não... [12 Sep 2008|08:46pm]


e assim ela tem mais sono do que pensamentos, apenas caminha e deixa os pés fazerem a trilha.. as pessoas, a sua volta, encanam com ela, mas ela sabe, mais do que ninguém, que todos encanam com si mesmos nos outros, fazendo do alheio um espelho de erros próprios.
daí ela chega, desaba no chão da rodoviária, senta e encosta na parede. ela fecha os olhos, faz seu minuto, faz seu tributo ao dia e depois levanta, movimenta-se com a fila, e segue seu destino.



o quanto ela sabe além de si?
e o quanto ela sabe de si?
tão pouco que eu não sei...
há tantas pessoas eu encontro
há tanto me encontro nas pessoas
e elas, e eu, e tudo isso na cabeça
acreditam? como cabe tudo...
como cabe tanto, como me cabe essa falta.

pra dizer a verdade senti saudades de você, acredita?
de todo seu silêncio, de todo esse tempo
pra dizer a verdade tanto minto.


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poemas meus são apenas momentos de coisas que vivo demais. [09 Sep 2008|07:48pm]


porque eu te conheço
sem os mínimos detalhes

e te conhecer assim faz com que
todas as coisas que eu não sei
se tornem tão claras pra mim
mesmo só, no inconsciente

são mistérios
mas já são belos...

sem os mínimos detalhes
eu não sei sua cor preferida
não sei seu aniversário
não sei se você prefere calor ou frio...

o que eu sei são poucas coisas
sem detalhes
mas são essas e não as outras
que por aqui se fazem
belas
e me fazem...
gostar de te conhecer pela metade

esperando, um dia, saber da parte inteira.



poemas meus são apenas momentos de coisas que já não vivo mais.

aí me dizem: amigo, você tem o dicionário inteiro
e eu lhe digo: vê aí pra mim na letra 's', me procura por 'silêncio'.

é calado que a gente fala mais, porque não fala.


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Faça uma lista dos grandes amigos... [07 Sep 2008|08:12pm]


Achei essa imagem na internet, procurando algo que tivesse a ver com o tema "promessa", combinou bonitinho (embora meu post não seja exatamente sobre postar ou não postar sempre e sim sobre 'promessa' no geral)

Esses dias, por acaso da minha mente, me lembrei de um episódio que aconteceu na minha vida, o que me fez pensar sobre o assunto depois.

Quando eu estava na segunda série...ou melhor, quando eu era pequena e estudava em alguma série, porque eu sinceramente não lembro, eu prometi pra minha irmã que nós iamos ver um filme juntas (também não lembro o nome do filme, lembro apenas que era 'desenho'). Um dia, a professora resolveu passar esse mesmo filme pra minha classe e, como eu ainda não tinha visto com minha irmã, e pra mim era muito importante cumprir a promessa que eu tinha feito, eu fiquei o filme todo do lado de fora da sala esperando o filme acabar. Dá pra acreditar? Mesmo com a insistência da professora, eu não assisti o filme, somente porque tinha prometido não fazê-lo sem a minha irmã.
Anos depois, quando eu tive minha primeira namorada, eu fiz a mesma promessa de assistir um filme, no caso, Moulin Rouge. Porém, um dia passou na tv e eu, desiludida de cumprir a promessa um dia (já até terminado havia), acabei por assistir...e chorar duas vezes, uma pelo filme e outra por estar quebrando uma promessa.

Depois disso, e para além, acabei quebrando muitas promessas na minha vida... acabei deixando de prometer outras tantas também.

Lembra? A gente prometeu um dia comer pizza de chocolate. Você lembra? Nós prometemos que íamos viajar o Brasil de moto... nós prometemos que íamos ter um galo... Você ainda se lembra? Eu lhe cantaria "O mundo anda tão complicado" assim que entrassemos, pela primeira vez, no nosso apartamento. Nós nos prometemos superar nossos traumas... você lembra? Eu prometi te amar pra sempre, você prometeu nunca me deixar... E quantas promessas eu já esqueci.

Será que quando a gente cresce a gente vai parando de dar valor pras coisas que realmente valem a pena? E começa a dar mais valor pro nosso orgulho? É claro que algumas das promessas são feitas no 'momento', são feitas pra serem cumpridas apenas na nossa imaginação.
Mas mesmo assim tenho saudade, de quando ficava do lado de fora da sala.
De quando fazia jus às minhas palavras.

Era digno.
Hoje eu fico indignada.
 



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A gente só tem agora! [05 Sep 2008|12:20am]
Pensei no "Manifesto da não-incompetencia" (preciso melhorar o título) vou escrever logo mais há um minuto atrás.
O fato é, sendo fato logo é, que minha cabeça não pára... faculdade, trabalho, inglês, natação, vida pessoal, não-vida pessoal.
Estou vivendo uma vida, atualmente, cheia de conflitos...mas tudo bem.

Porque a gente só tem agora...
Só agora.

E lendo as tirinhas da Mafalda, antes de dormir, eis uma em que ela está com seu despertador, filosofando o fato de haver tantos "minutos esperando pra existir". E não há tantos mesmo?
Porém, o minuto que passou é intocável, o minuto que virá é um mistério.
A gente só tem agora...

Belo pensamento de Anitelli.

É é...gênios pra si mesmo sonhando.

Meu filho vai se chamar Fernando.
(?)
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La città un film straniero senza sottotitoli... [02 Sep 2008|11:23pm]
E chega-se a mais um fim de dia
num ciclo de vida aparentemente sem fim
mas que todo mundo sabe que acaba...um dia.

Enfim, tantos tralálás e faróis na multidão
e-mails, pensamentos, confissão, confusão, contensão.
É a vida no seu sentir estado, a flor da pele,
num vaso de plástico, metáforas, mensagens e miragens

Desenhos, desejos, saudades...
Como hoje eu senti saudades.
Me fez doer, me fez viver, me fez lembrar, me fez esquecer
Porque quando a gente lembra a gente esquece
O motivo pelo qual quis esquecer

Mais um fim de dia que parecia não ter fim
Como alguns, outros nem tantos
Outros que você quer e acaba rápido
Como coisas que você achou que seriam pra sempre

Mas continuo porque não sei párar,
mesmo quando páro sei que a vida continua
E eu, definitivamente, não vou deixar ela ir sem mim.

(Mesmo que as vezes eu vá triste, triste, tristinho)


"A cidade é um filme estrangeiro sem legendas" L.Jovanotti


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Setembro começou na minha vida =) [01 Sep 2008|12:22am]


Foi assim que amanheceu, setembro, que alguém filosofou ter seu nome bonito...
Setembro. Com maíuscula porque merece
Sucessor dos meus fantasmas, mês que me deixa com esperanças
De que, a partir dele, e depois, as coisas vão começar a dar certo.


E ele veio depois de um final de semana ótimo,
cheio de conversas, de reconciliações, de momentos bons
cheio de marketing, sonhos estranhos, vídeos motivacionais
cheio de fotos, de sinceras risadas e boas tentações. o/

Bom dia, eu quero ficar acordada =)

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Quero. [29 Aug 2008|09:25pm]

Não, eu não quero falar sobre isso.

Quero falar sobre o meu dia. Mas não, isso é assunto pouco.
Quero falar sobre o tempo...o tempo... esse é um assunto longo, mas que passa rápido...
Quero falar, muitas vezes, do que eu não quero falar, e acabo sempre falando, mesmo quando não falo.

Queria tanto poder te falar....coisas bonitas, poemas de amor.
Queria tanto que você escutasse, caso eu falasse.
Mas eu também queria entender, saber ler, no que não foi escrito,
mas eu não leio, como não me lêem (mesmo que o façam)

E é tanto querer sem ninguém (como a música)
E é tanta música pra alguém
Que eu não sei se quero
Mas também não sei se não quero

E são nessas ilusões de desejar sempre o que não sabemos,
que a gente acaba descobrindo...
que raras vezes, alguém sabe exatamente o que se quer.

Mas nessa noite, que vai trovejar, eu quero o mesmo que você.

Ah, quero;

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Se esses ontens fossem devorar os nossos belos amanhãs? de Paul Verlaine [26 Aug 2008|12:08am]

"Quem não recorda o passado está condenado a repeti-lo"
 Jorge Santayana em A vida sem razão


    Um livro cheio de citações, dúvidas, desapegos, respostas e mais e mais perguntas...
    Hoje, terminei eu, quase que precisamente antes da virada do relógio pra mais um dia, o meu SD8, ou extensamente, o "Santos Dumont - número 8" e embora, de grande vontade poetizar aqui mais um de meus pensamentos cotidianos, percebi que deveria (assim como Abayomi teve de rescrever sua própria história e a de todos nós) deveria e deveria, incansavelmente, repassar adiante essa obra, tão grande pra caber nos livros (e por isso ela continua sendo contada por aqui e, quem dirá, pelos pensamentos daqueles que me lerem).
    E o começo desse fechar de livro agora, antes mesmo de abri-lo, foi de dar na minha cabeça de pesquisas sobre o número 8, este mesmo, tão misterioso e curvilíneo, que, deitado, tende a também ser chamado de infinito. E caí num blog estranho, que me apresentou o termo lemniscata, que me apresentou o tempo fora do tempo e eu resolvi relê-lo. Propaganda ou não, me fez muito sentido tantas palavras sem, e descobri que era um livro de um brasileiro (dá-lhe Souza-Soares) com o título de outro brasileiro, o tão famoso Pai da Aviação.
    Graças o João (agradeço-lhe agora, novamente, se me faltou palavras antes) que me presenteou com o mesmo, o SD8, e suas 462 páginas que se remontam, creio eu, indefinidamente e para além delas...
    SD8 eu tive que ler pela segunda vez, ou por ela, finalmente, conseguir chegar a última (primeira) página. Digo isso porquê, além de ser um romance-ficção, ele tende a ser um Cubo de Necker e um Cubo de Rubik (o mágico) e ser um lance de "Crer pra ver" ou "Ver pra crer". Para além de sua lógica, mora nele o questionamento do pensamento, do passado, do futuro, do presente, dos pontos-de-vista, das su-pers-ti-ções.

"-Porque você resolveu abrir este livro? O que te deu na cabeça, hein?! Você não sabe que isso pode te fazer mal à saúde?" SD8

   
No fim das contas, é impossível improvavél e injusto que eu tente contar a história que é minha, que é sua, que é de Abayomi, que é de Carolina, sem que você, meu caro, faça também dela sua história e caminhe por ela o seu des-tino.

http://www.santosdumontnumero8.com.br/


"Às vezes, quase sempre, um livro é maior que a gente "
João Guimaraes Rosa. Tutaméia
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Como diria Fernando Pessoa: "O poeta é o fingidor" [23 Aug 2008|04:09pm]



Não por coincidência que ela, naquela tarde cinza de agosto, refletiu seus medos nas paredes do seu quarto, antes de se levantar, também não por coincidência, e se dirigir à rua, sem propósito nenhum.
E ela, que caminhava passos largos e tenebrosos (e que as vezes corria internamente) teve, na solução dos seus tormentos, o ímpeto sincero de atravessar a rua.
Mas que nesse trajeto sublime houve pausa (confundindo-se numa pequena falha) e ela, tão segura de si, acabou pela insegurança de um carro à distância, que a fez recuar e, recuando, se viu de novo ao mesmo problema do ângulo que estava. num golpe de vista fraquejou, murmurou coisas que não devia (seus ouvidos a escutaram bem) pra depois, então, se arrepender.

E não falando disso, se um dia de verão, anos depois, me perguntares:
"Como você conseguiu? Eu, que sei da dificuldade da abstinência...não te acredito e  repito a pergunta:  Como você conseguiu, nesses dias todos, nesses segundos corroendo a alma, como você pode negar de ti minha existência?"
E na loucura dos  meus pensamentos eu responderia :
"Nunca, nem em um minuto da minha vida, eu consegui coisa alguma...mas fingi muito, devo dizer. Nunca, em nenhum momento, eu abstrai qualquer ausência de ti. "
E você balançaria a cabeça, sem entender, antes que eu prosseguisse.
"O meu segredo...meu lúcido e alucinado segredo: Fiz de ti uma fumaça, que eu via todas as noites, e eram nas minhas madrugadas que eu lhe recorria minhas confusões e você ouvia sempre, sempre paciente, sempre minha, sempre lá.

Sentir? Sinta quem lê!

E ele que disse isso, pra se contradizer depois.
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Dia prateado =/ [21 Aug 2008|12:52pm]


Pois é, de novo, não deu o ouro.

Acordei e soube da prata de Robert Scheidt e Bruno Prada na vela. Depois vi as meninas do vôlei conseguirem a vaga na final e, finalmente, assisti, esperançosa, o jogo da Seleção Feminina de Futebol.
Elas dominaram a partida mas, no fim, o que vale é o gol...
Além disso, o Jardel, que era uma das chances de medalha no atletismo, acabou errando todos os saltos praticamente e o Rodrigo Pessoa acabou em 5º no hipismo.
Ô tristeza!

Mas falando de outras coisas, encontrei a Ana Flávia ontem (depois de meses, já que ela está morando em Minas) e isso foi o melhor da semana, eu estava com muitas saudades. Papeamos sobre vida, relacionamentos, planos enfim.. uma noite muito proveitosa. A pena é que ela está voltando pra lá e não sei quando irei vê-la de novo.  =/

E eu tentando reler "Santos Dumont - Número 8" me dou conta que a vida é aquilo que acontece enquanto escrevemos o livro da nossa própria vida que vivemos...e assim por diante.

No mais, estou indo embora, baby.
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